sexta-feira, 14 de julho de 2017

RECONHECIMENTO DO ROSTO

No rosto, a alma das pessoas. O movimento dos músculos da face refletem o inconsciente. Desde o piscar dos olhos. A alegria e a tristeza. O rosto fala. As expressões faciais denunciam as emoções.



Quantos décimos de centésimos de segundo uma pessoa leva para reconhecer um rosto? Se a imagem desse rosto estiver armazenada no  seu cérebro, a imagem é imediatamente acessada.
Pode haver uma resposta negativa. A fisionomia humana altera a cada dia e a cada época da vida. Algumas imagens são deletadas, mas podem ser recuperadas. Tudo isso, sem palavras, pois quando as  pesquisas preveem que as palavras sejam apenas 7% da comunicação, muitos se admiram. As palavras são importantes e confirmam um pensamento, assim como a gesticulação,  o vestuário e até mesmo os adornos e a maquiagem. Representam símbolo, ícones ou indícios. Existem analfabetos para a leitura da natureza.
Agora, a Semiótica encontrou mais uma confirmação de uma vertente  de sua abrangência,  mediante  recente  pesquisa realizada. Em texto  publicado pela revista científica,  Cell Press,  pesquisadores dos EUA quebraram o código do reconhecimento facial feito com primatas. 
Todas as imagens das fisionomias ficam localizadas no córtex temporal inferior e receberam o nome de  “ patches.”
Pode-se potencialmente reconhecer seis bilhões de pessoas, mas não se têm 6 bilhões de células da face no córtex temporal inferior. Tinha que haver uma outra solução,  como detalhou Doris Tsao, professora de Biologia do California Institute of Technology – Passadena, EUA.
As pessoas sempre dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Poderia mais dizer a imagem de um rosto vale cerca de 200 neurônios, pois foi quebrado o código do reconhecimento facial.
A pesquisadora exemplificou como a descoberta pode ser usada na ciência. Uma consequência prática dos resultados é que, agora, pode-se reconstruir o rosto que um macaco que está vendo,  monitorando-se atividade elétrica de somente 205 neurônios do cérebro dele. Pode-se imaginar também aplicações na área policial ou jurídica, quando consegue-se reconstruir o rosto de uma pessoa, analisando-se a atividade cerebral de  uma testemunha.

Cell Press, The code for facial identity in the primate brain. Doris Tsao and Roger Tootell Vol 169, issue 6. P1013 – 1028 – Full text HTML - PDF

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